Estar com o Pai há muito é-me algo absolutamente natural. Não depende de nada, nem de ninguém - além de mim mesma.
Por isso, parece-me fútil e equivocada toda discussão sobre crer em Deus, bem como a ideia de servir a Deus por meio da adesão à política de uma determinada ordem religiosa, e/ou do batismo dentro de determinada denominação, o que é necessariamente acompanhado da jamais reconhecida troca do verdadeiro amor em ação por orações pré-aprovadas, missas ou cultos nos quais as pessoas se comportam como torcidas de um time, ignorantes do próprio devaneio.
Meu coração não "ama" de forma vaga, "subjetiva", mas difunde a energia do amor para minha mente, que processa tal energia em flashes divinos, que são movimentos de entrega concretos. Minha boca sorve a potência que vem de ti e, acostumada a cantar todas as manhãs, estampa o sorriso dos autênticos vitoriosos.
Meus dedos te tocam com a paixão com que se agitam pelo techado. Pois meu trabalho também é feito de flashes divinos, de mais entrega.
Quando te acovardas e renegas Deus Pai, tu me convidas para o inferno, para que contigo eu defenda uma doutrina de "amor que dá testemunho de Jesus", mas que não passa de testemunho daquela covardia que assola a maioria das almas, dispostas a simular irmandade, enquanto acossadas num nicho carente de luz e de afagos.
MP
Much of the discourse all around is power-oriented. Our texts, rather, will be appreciated by those brave enough to leave the good life of obedience in order to grow and take risks for the benefit of a multitude of others. Welcome! PORTUGUÊS acesse "apresentação do blog" abaixo
Wednesday, July 1, 2009
Saturday, June 27, 2009
A longa conversa de hoje
Hoje conversei com o Ricardo (um estranho até então). Um tempão; numa livraria. Ele estava com um monte de gente, inclusive criança. A família dele. Ele acabou se sentando do lado mais próximo da mesa que eu ocupava... Pronto. A família acabou se levantando e ficamos nós dois.
Ricardo prestava bastante atenção. De repente, ele se desligou. Eu, na hora, não percebi isso claramente. Mas, depois que nos despedimos, eu, como de costume, revi todo o encontro e constatei que, provavelmente por causa de algo que eu dissera, ele se fechou e passou a disparar coisas meio agressivas e que, até mesmo, contradiziam o que ele transmitira antes.
Além do "boa-sorte", Ricardo me dissera, enquanto sua família ainda estava à mesa: "O que é do homem o bicho não come". E chegara até a mesa que ocuparia enaltecendo o Jackson (Michael Jackson) que "fizera história". "Isso é importante"! - frisou ele.
Pois o que se sucedeu depois que ele se transformou, durante nossa conversa, foi que Ricardo, nada delicadamente, recomendou para mim: "Vá para a FGV - eles não estão nem aí para Jesus, etc." (Ou seja, se você não conseguiu o título de doutora na USP, por causa do tema, basta ir para a FGV... que não estaria comprometida, como a USP, com o Vaticano.)
Eles não têm história social lá - eu consegui dizer, com dificuldade, pois ele não mais me deixava responder.
"Pô, a Igreja (católica) consegue ser o que é apesar de toda essa mentira! Então eles são ótimos"! - ele declarou.
Concordo. Já escrevi isso, Ricardo. Eles são, de longe, longe, o número 1 em marketing - retruquei.
"Quando descubro que alguém é tão bom assim, eu quero mais é imitar! Por que você não faz o mesmo"?
Para mudar a história! - eu exclamaria em inglês, logo traduzindo. Pois... Eu usei Ricardo contra Ricardo (Tinha sido ele quem chegara falando da importância de fazer história...). Assim, ao rever o encontro, descobri a tão comum... contradição dos meros mortais.
"Isso é muito difícil"- retruca Ricardo já de pé, bastante agitado.
Ora, e quem jamais disse que era fácil? Fácil é imitar a Igreja e "se dar bem", pensei ao relembrar tudo.
Revendo a "fita", ainda me veio a imagem de um médico. Um médico que resiste à pressão incrível dos laboratórios, cujos representantes vivem aparecendo no consultório dele, enchendo-o de amostras de remédios... perigosos e muito caros. Mas esse médico tinha outra linha, outra filosofia, outro método. Já tinha poucos clientes, justamente porque a maioria das pessoas acha que o médico é bom se ele faz uma receita enorme. E esse médico dificilmente receitava algo além de uma vida boa - com disciplina, com paixão por uma causa, com entrega, com bons sentimentos.
Os representantes começaram a ameaçar o médico que, ao continuar resistindo, passou a ser vítima de uma campanha difamatória. Perdeu os poucos pacientes que tinha. Então, perdeu seu carro, sua casa e sua esposa logo foi embora para sempre. Seus filhos o recriminavam, até que também o abandonaram. Ele perdeu tudo.
Tudo?
Ele mantinha a única coisa que importa mais do que tudo - sua fé. Não, gente, não era religião. Sua fé, sua inocência, seu próprio ser. Sua alma.
Um dos filhos, antes de partir, aconselhou agressivamente: Por que você não receita esses malditos - malditos - remédios? Isso é tão difícil assim para você, quando todos os outros fazem justamente isso?
Estou certa de que Ricardo, muito inteligente, entendeu. Entendeu essa minha analogia. Ao me mandar para a FGV, etc, Ricardo foi para mim como o filho desse médico, na minha história.
É. Talvez daí nasça mais um livro meu... Um romance...
Aline, a bela mulher de Ricardo (mulher? assim eu deduzi), retorna e nós ainda estávamos lá... Disse para ela do que falava. Ricardo, ainda agitado, insiste: "Isso não serve de nada. Ninguém vai mudar. Não vão ter o que colocar no lugar (no lugar da mentira da "fé" intolerante, perigosa). Eu concordei mais uma vez. E declamei, de modo que outros também acabaram ouvindo:
Se eles são, como diz o filme (Anjos e demônios) uma instituição que inspira um bilhão de almas perdidas, parabéns! Só que eles não vão conseguir me inspirar. Não adianta ameaçar colocar a mim na fogueira, ou o que for, porque eu não sou uma alma perdida!! E é graças a Deus que não sou".
Acho que vi os olhos de Aline brilharem.
Ricardo se calou.
E nos despedimos.
Até mais para vocês também.
mariangelapedro @ yahoo.com
amel_coelho @ yahoo.com
Provérbio japonês serve como luva
Um excelente documentário (filme) surgiu como mais um ótimo presente de aniversário. No meio da sessão, no escuro, claro, eu tentei anotar estas máximas, sendo a primeira delas o provérbio do título desta postagem:
O prego que sobressai logo será amassado.
Não entendeu por que isso me serviu tanto? Veja as demais máximas:
O conformismo é mais importante do que ser um indivíduo. Isso é complicado para quem tem talento.
Deu agora? Esta segunda sentença é praticamente a tradução do provérbio japonês (do prego). O "prego" é a pessoa que tem talento, se sobressai e... pois! É logo amassada. Sendo que "amassado" é um termo delicado. Massacrado é mais exato.
Converso com estranhos, longas conversas, praticamente todos os dias. E sempre me dizem: "Boa sorte". Agora vou passar a responder com esta terceira máxima do filme:
"Talvez tenha tido sorte demais".
O prego que sobressai logo será amassado.
Não entendeu por que isso me serviu tanto? Veja as demais máximas:
O conformismo é mais importante do que ser um indivíduo. Isso é complicado para quem tem talento.
Deu agora? Esta segunda sentença é praticamente a tradução do provérbio japonês (do prego). O "prego" é a pessoa que tem talento, se sobressai e... pois! É logo amassada. Sendo que "amassado" é um termo delicado. Massacrado é mais exato.
Converso com estranhos, longas conversas, praticamente todos os dias. E sempre me dizem: "Boa sorte". Agora vou passar a responder com esta terceira máxima do filme:
"Talvez tenha tido sorte demais".
Thursday, June 25, 2009
breve balanço de aniversário
Prestes a completar mais um ano de existência neste belo, miserável planeta, ouvi hoje de um senhor, que trabalha na USP, o seguinte:
- Já no doutorado, tão novinha?!
Reconheço que raras devem ser as mulheres que recebem tal presente. Na verdade, passo pela menopausa. Claro, ninguém nem desconfia. Mas constato que deve ser verdade o que me disseram na escola de freiras onde estudei até o antigo primeiro grau: a mulher já nasce com todos os óvulos. Assim, tendo tido ciclos super regulares por toda a vida (com exceção de um breve período... e então veio a Beatriz, graças a Deus!), meus ovários foram cumprindo sua função metodicamente e os óvulos, um a um, sua programada trajetória. Hoje meu "ciclo" é louco, muito longo. Nem tento mais acompanhar, achar alguma lógica ou regularidade. Mas, de repente, despenca um óvulo, ainda. Como se fosse um aviso: ùltimas chances para ser mãe do modo como Deus planejou. (Mas nenhum outro sintoma acompanha isso. Nada de calores, ou outros fricotes.)
Claro, posso adotar, como Madonna. E tomara que apareça um Jesus daqueles na minha vida.
Tão novinha na menopausa. Isso perfaz um ótimo balanço, porque também costuro, escrevo, faço tudo sem óculos, e sou saudável e formosa como sempre. Ou talvez ainda mais.
Arrependimentos? Um - o de não ter beijado muito, muito uma certa pessoa, um homem que amei demais.
Fui lenta no romance como um dos meus derradeiros óvulos. Demorei para beijar. Esperei que ele me beijasse, o que quase aconteceu. Mas... foi um grande amor casto, exceto nos pensamentos, na imaginação - aí tudo rolou às mil maravilhas.
Isso estraga um bocado o balanço. Perder um grande amor é uma parada.
Meu aniversário é amanhã, sexta-feira.
Beijos para vocês, meus leitores, que são algo muito bom também no balanço.
- Já no doutorado, tão novinha?!
Reconheço que raras devem ser as mulheres que recebem tal presente. Na verdade, passo pela menopausa. Claro, ninguém nem desconfia. Mas constato que deve ser verdade o que me disseram na escola de freiras onde estudei até o antigo primeiro grau: a mulher já nasce com todos os óvulos. Assim, tendo tido ciclos super regulares por toda a vida (com exceção de um breve período... e então veio a Beatriz, graças a Deus!), meus ovários foram cumprindo sua função metodicamente e os óvulos, um a um, sua programada trajetória. Hoje meu "ciclo" é louco, muito longo. Nem tento mais acompanhar, achar alguma lógica ou regularidade. Mas, de repente, despenca um óvulo, ainda. Como se fosse um aviso: ùltimas chances para ser mãe do modo como Deus planejou. (Mas nenhum outro sintoma acompanha isso. Nada de calores, ou outros fricotes.)
Claro, posso adotar, como Madonna. E tomara que apareça um Jesus daqueles na minha vida.
Tão novinha na menopausa. Isso perfaz um ótimo balanço, porque também costuro, escrevo, faço tudo sem óculos, e sou saudável e formosa como sempre. Ou talvez ainda mais.
Arrependimentos? Um - o de não ter beijado muito, muito uma certa pessoa, um homem que amei demais.
Fui lenta no romance como um dos meus derradeiros óvulos. Demorei para beijar. Esperei que ele me beijasse, o que quase aconteceu. Mas... foi um grande amor casto, exceto nos pensamentos, na imaginação - aí tudo rolou às mil maravilhas.
Isso estraga um bocado o balanço. Perder um grande amor é uma parada.
Meu aniversário é amanhã, sexta-feira.
Beijos para vocês, meus leitores, que são algo muito bom também no balanço.
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'-ERS' FELLOWS: LOVERS OF IDEAS; EXPLORERS OF THE SUBLE; THINKERS AND WRITERS OF INEXHAUSTIBLE PASSION. ULTIMATELY MINDERS OF FREEDOM.
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