As respostas são negativas. O curso faz parte de um programa com nome enganoso, portanto: difusão.
O pau agora era outro. A janelinha
abriu, dizendo desta vez: "Operação não
pode ser realizada. Este curso
não permite selecionar uma turma".
abriu, dizendo desta vez: "Operação não
pode ser realizada. Este curso
não permite selecionar uma turma".
Vejamos como se dá, de fato, tal difusão.
A inscrição foi aberta hoje, às 9h. Às 9h01, já tinha eu uma mensagem em minha caixa do Yahoo, acusando a primeira fase de minha inscrição. Assim que tal mensagem chegou, cliquei no link nela contido, conforme orienta a própria mensagem.
Isso abre de novo página do sistema "Apolo", agora um formulário mais extenso, com campos para nome da mãe, RG, etc... Preenchi a jato os campos obrigatórios. Após clicar "inscrever"...pau!
Não deu certo?
Não! Claro, né, leitor! A transparência é uma camuflagem! O sistema abriu uma 'janelinha" com uns 'br', acrescidos de "CPF já cadastrado para outro candidato".
Então, como você prova que era você o dono do CPF, e que estava passando por um estranho chilique do sistema Apolo?
Imediatamente enviei email para um "anônimo" (claro!): agenda @ usp.br, com o seguinte no campo assunto: 'SISTEMA APOLO LOUCO'. Relato o problema.
Quanto iria esperar? Pensei: o bastante para se esgotarem as vagas, oficialmente. Então, logo em seguida, tive a brilhante iniciativa: "copiei o formulário do Apolo no meu email. Preenchi os campos obrigatórios, e enviei para agenda @ usp.br. E disse: considero minha inscrição perfeitamente completa.
Embora estivesse perdendo uma importante palestra por causa do lamaçal que impregnava o Apolo, meu espírito de "investigar até o fim" me levou a voltar ao formulário no sistema Apolo e clicar de novo em "inscrever". O que houve? Outra mensagem! Uma mensagem diferente da anterior.
Sim, o pau agora era outro. A janelinha abriu, dizendo desta vez: "Operação não pode ser realizada. Este curso não permite selecionar uma turma".
Nada de diferente eu havia feito. Era o mesmíssimo procedimento, o mesmo formulário...
Você, leitor, insiste que eu devo ter feito algo errado. Pois eu alego: dois dias antes (anteontem), eu entrei no mesmo Apolo, na mesma página de inscrição, justamente para 'treinar', para ver como funcionava e não perder tempo na disputa de hoje. Fiz DUAS inscrições, sem dar pau algum! A inscrição para o curso pago foi efetivada, em todas as etapas, com velocidade "padrão fifa". Já a inscrição para o outro curso, que não consegui confirmar se era pago ou não, também foi efetivada, no Apolo, até a confirmação final, gerada para o email do candidato (eu). Já fora do Apolo, algum tempo depois, dada essa segunda inscrição, uma mensagem, também para meu email, alegava "inscrição reprovada", mas o motivo não era esclarecido.
O sistema está lá, aparentemente
acessível a todos. Mas... dá paus seletivos,
múltiplos, estapafúrdios.
Portanto, nada há de errado comigo; para nos atermos aqui apenas ao curso da FFLCH, há algo de muito errado com a inscrição dos candidatos: ela é efetivada ou não segundo imperscrutáveis idiossincracias apresentadas pelo sistema em momentos aparentemente aleatórios. Isso é o mesmo que dizer, na bucha: esse curso da FFLCH foi "reservado" para determinados sujeitos de forma acintosa. O sistema está lá, aparentemente acessível a todos. Mas... dá paus seletivos, múltiplos, estapafúrdios.
Então?
Fui para minha palestra, exasperada e atrasada. Assunto do encontro: produtividade. Meia hora para fazer uma inscrição banal e online, na majestosa internet, em sistema com pomposo nome de deus; e sistema da USP. Meia hora? E mais: sem conseguir concluir a inscrição. Se tivesse de explicar, para um chefe, meu atraso, ele não acreditaria na história.
Findo o evento, abro meu email; positivo: minha reclamação foi respondida, por agenda @ usp.br. Anonimato ainda de pé: ninguém assina a mensagem. Apenas pedem que eu ligue para 3091-4645. O sistema acusa a hora da mensagem: 9h55. Então, as vagas já estavam esgotadas...
São interações online incógnitas, travadas,
para todos os fins - mais ou menos mafiosos -,
por sistemas marotamente agigantados
perante o cidadão há tempos imbecilizado.
Respondi? Sim. Exigi meu comprovante de inscrição, pois enviei os dados que o sistema deveria ter enviado. Acrescentei que não perderia mais tempo tentando falar com alguém que sequer põe seu nome na mensagem.
Não é a primeira vez. Jà passei por outra inscrição de curso grátis, oferecido também pela FFLCH. Então, comprovei, por vários meios distintos, que a ordem de inscrição não é respeitada.
Como prontamente levei o caso para a diretoria, naquela ocasião, achei que haviam moralizado o procedimento. Brasileiro, tudo indica, tem essa propensão à esperança; ou a se iludir, especialmente com questões afetas à limpeza, faxina, moralização.
Reféns desta era da "informação", morreremos, todos, lutando com algum sistema de nome pomposo. Em vão.
Ao menos, não deveríamos estar totalmente iludidos; já descobrimos que a informação - mesmo a mais rotineira - é marcada, vigiada, discriminada. O sujeito, em tempos de hipócrita apologia aos direitos humanos, leva com portas na cara, sem sequer saber quem aciona a porta. Trata-se de alguém que não pode ser visto em interações online incógnitas, travadas, para todos os fins - mais ou menos mafiosos -, por sistemas marotamente agigantados perante o cidadão há tempos imbecilizado.
Com este mesmo tom de profunda indignação, finalizei minha resposta à anônima pessoa por trás da agenda @ usp.br: "Não resmungue que, faça eu o que for, não vai dar em nada. Vai dar, sim!"